Monitoramento de Emissões Atmosféricas: o que sua empresa precisa saber

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Se sua empresa possui chaminés, dutos ou outras fontes fixas de emissão, o monitoramento de emissões atmosféricas pode fazer parte das exigências do seu licenciamento ambiental e das condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental.

Mais do que simplesmente medir poluentes, o monitoramento de emissões atmosféricas permite avaliar se uma fonte está operando dentro dos limites estabelecidos pela legislação e fornece informações importantes para o controle ambiental e operacional da indústria.

Neste guia, você vai entender o que é monitoramento de emissões atmosféricas, quem pode estar sujeito a essa exigência, quais poluentes podem ser avaliados, como funciona a amostragem em chaminés e quais normas devem ser consideradas no Paraná e no Brasil.


O que é monitoramento de emissões atmosféricas?

O monitoramento de emissões atmosféricas é o conjunto de procedimentos técnicos utilizados para determinar a quantidade e as características dos poluentes emitidos por uma fonte fixa, como uma chaminé ou duto industrial.

Dependendo da atividade e das características da fonte, podem ser avaliados diferentes poluentes, incluindo:

  1. Material Particulado (MP);
  2. Dióxido de enxofre (SO₂);
  3. Óxidos de nitrogênio (NOₓ);
  4. Monóxido de carbono (CO);
  5. Compostos Orgânicos Voláteis (COVs);
  6. Metais e seus compostos;
  7. Substâncias orgânicas;
  8. Substâncias inorgânicas.

Os parâmetros avaliados não são necessariamente os mesmos para todas as indústrias. A definição depende das características do processo produtivo, do combustível utilizado, da fonte de emissão, da legislação aplicável e, principalmente, das exigências estabelecidas na licença ambiental ou em suas condicionantes.

Por isso, antes de realizar uma campanha de monitoramento, é fundamental identificar exatamente quais fontes precisam ser monitoradas e quais parâmetros devem ser analisados.


Quando uma indústria precisa realizar o monitoramento?

Não existe uma única regra que determine que toda indústria com chaminé necessariamente precise realizar os mesmos ensaios ou com a mesma frequência.

A necessidade de monitoramento pode estar relacionada a diferentes fatores, como:

  1. atividade industrial desenvolvida;
  2. características e capacidade da fonte de emissão;
  3. tipo de combustível ou matéria-prima utilizada;
  4. poluentes potencialmente emitidos;
  5. legislação federal e estadual aplicável;
  6. licença ambiental;
  7. condicionantes ambientais;
  8. exigências do órgão ambiental responsável pelo licenciamento.

Por isso, uma das primeiras etapas para definir um programa de monitoramento é analisar a documentação ambiental da empresa.


Sua licença ambiental determina o que deve ser monitorado?

Em muitos casos, sim.

As condicionantes da licença ambiental podem estabelecer quais fontes devem ser monitoradas, quais parâmetros devem ser analisados, a periodicidade das campanhas e os documentos que precisam ser apresentados ao órgão ambiental.

Por isso, não é recomendável contratar uma campanha de monitoramento apenas com base no tipo de indústria.

A licença ambiental e suas condicionantes devem fazer parte da avaliação técnica.


Quais poluentes podem ser monitorados?

A definição dos parâmetros depende da fonte e do processo industrial.

Material Particulado

O Material Particulado (MP) corresponde às partículas presentes no fluxo gasoso emitido pela fonte.

A determinação da concentração de material particulado é uma das avaliações mais comuns em programas de monitoramento de fontes fixas e pode exigir procedimentos específicos de amostragem e determinação gravimétrica.

Dióxido de enxofre (SO₂)

O dióxido de enxofre pode estar associado principalmente à utilização de combustíveis contendo enxofre e a determinados processos industriais.

A avaliação de SO₂ permite verificar a concentração emitida pela fonte e comparar o resultado com os limites aplicáveis.

Óxidos de nitrogênio (NOₓ)

Os óxidos de nitrogênio são formados principalmente durante processos de combustão.

Sua emissão pode variar de acordo com as características do combustível, temperatura de operação, equipamentos utilizados e condições do processo.

Monóxido de carbono (CO)

O monóxido de carbono está relacionado principalmente à combustão incompleta.

Sua determinação pode fornecer informações importantes sobre as condições de operação de determinados processos industriais.

Compostos Orgânicos Voláteis (COVs)

Dependendo da atividade industrial, também pode ser necessário avaliar compostos orgânicos voláteis.

Esses compostos podem estar associados, por exemplo, a processos que utilizam solventes, combustíveis, tintas, produtos químicos ou outras substâncias orgânicas.

Metais

Alguns processos industriais podem apresentar emissão de metais ou seus compostos.

Nesses casos, a avaliação pode incluir diferentes elementos, conforme as características da fonte e os requisitos ambientais aplicáveis.


Como funciona o monitoramento de emissões em chaminés?

O monitoramento de uma fonte fixa não começa simplesmente com a instalação de um equipamento na chaminé.

Existe uma sequência de procedimentos que precisa ser planejada para que os resultados obtidos sejam representativos da emissão avaliada.

De forma geral, o processo envolve:

  1. Avaliação da documentação e das exigências ambientais;
  2. Caracterização da fonte;
  3. Definição dos parâmetros a serem monitorados;
  4. Planejamento da amostragem;
  5. Execução da coleta em campo;
  6. Análises laboratoriais, quando aplicáveis;
  7. Tratamento e avaliação dos dados;
  8. Emissão do relatório técnico.

1. Avaliação da fonte e planejamento

Antes da campanha, a equipe técnica deve avaliar as características da fonte de emissão e os requisitos aplicáveis.

Entre as informações importantes estão:

  1. identificação da fonte;
  2. características do processo;
  3. condições operacionais;
  4. combustível utilizado;
  5. dimensões e características da chaminé ou duto;
  6. pontos de amostragem disponíveis;
  7. parâmetros exigidos;
  8. metodologia aplicável;
  9. condições necessárias para realização da coleta.

Essa etapa é fundamental para evitar problemas durante a execução da campanha.

2. Amostragem em campo

A equipe técnica realiza a coleta diretamente na fonte de emissão utilizando equipamentos apropriados e devidamente calibrados.

Dependendo do parâmetro avaliado, podem ser utilizados sistemas de amostragem isocinética, amostradores de gases e outros equipamentos específicos.

A execução deve seguir os procedimentos técnicos e métodos aplicáveis a cada parâmetro.

3. Amostragem isocinética

Em determinados ensaios, principalmente na determinação de material particulado, pode ser necessária a realização de uma amostragem isocinética.

Nesse procedimento, a velocidade de aspiração do gás através do sistema de coleta é ajustada de maneira compatível com a velocidade do gás no ponto de amostragem.

O objetivo é obter uma coleta representativa das partículas presentes no fluxo gasoso.

Por isso, a amostragem isocinética exige conhecimento técnico, equipamentos adequados e controle das condições de campo.

4. Análise e tratamento dos dados

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para os procedimentos analíticos aplicáveis.

Os dados obtidos em campo e no laboratório são então tratados para determinação das concentrações e demais resultados necessários ao relatório.

Dependendo do ensaio, podem ser considerados fatores como:

  1. vazão;
  2. temperatura;
  3. pressão;
  4. umidade;
  5. concentração;
  6. velocidade do gás;
  7. volume amostrado;
  8. condições normais de referência.


Quais normas regulamentam as emissões atmosféricas?

O monitoramento de fontes fixas deve considerar a legislação aplicável à fonte e ao processo avaliado.

Entre os principais referenciais federais estão as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), além das normas e requisitos estaduais aplicáveis.

Resolução CONAMA nº 382/2006

A Resolução CONAMA nº 382/2006 estabelece limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas, considerando diferentes categorias e processos industriais.

Ela é uma das principais referências federais para o controle das emissões provenientes de fontes fixas.

Resolução CONAMA nº 436/2011

A Resolução CONAMA nº 436/2011 complementa o conjunto de regras federais relacionadas aos limites de emissão para determinadas fontes fixas instaladas ou com licença de instalação anteriores a 2 de janeiro de 2007.

A aplicação da resolução deve ser avaliada de acordo com as características e o enquadramento da fonte.

Resolução SEDEST nº 02/2025 – Paraná

Para empresas localizadas no Paraná, também é importante considerar a regulamentação estadual aplicável.

A Resolução SEDEST nº 02/2025 estabelece requisitos relacionados ao controle e monitoramento das emissões atmosféricas de fontes fixas no estado e apresenta critérios e procedimentos aplicáveis ao automonitoramento.

Por isso, empresas paranaenses devem avaliar não apenas a legislação federal, mas também os requisitos estaduais e as condicionantes específicas do seu licenciamento.


O que são PEAT e REAT?

Dentro do contexto do controle e automonitoramento de emissões atmosféricas, determinados procedimentos e documentos podem ser exigidos de acordo com a regulamentação aplicável.

Por isso, o responsável ambiental da indústria deve verificar quais obrigações se aplicam especificamente à sua atividade, fonte e licença ambiental.

A análise da documentação antes da contratação do monitoramento ajuda a evitar campanhas incompletas ou parâmetros que não atendam às exigências do órgão ambiental.


Por que escolher corretamente o laboratório de emissões atmosféricas?

O resultado de uma campanha de monitoramento não depende apenas do equipamento utilizado.

A qualidade do resultado está relacionada a toda a cadeia do processo: planejamento, amostragem, equipamentos, calibração, execução em campo, metodologia, análise, cálculos, tratamento dos dados e emissão do relatório.

Um erro em qualquer uma dessas etapas pode comprometer a qualidade ou a representatividade do resultado.

Por isso, ao contratar um laboratório ou empresa para realizar o monitoramento, é importante avaliar:

  1. experiência da equipe técnica;
  2. equipamentos utilizados;
  3. calibração e rastreabilidade;
  4. metodologias aplicadas;
  5. escopo de acreditação, quando aplicável;
  6. experiência com processos industriais semelhantes;
  7. capacidade de atender às exigências da licença ambiental;
  8. qualidade da documentação e dos relatórios entregues.

A importância da acreditação ISO/IEC 17025

A ISO/IEC 17025 estabelece requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.

Para o contratante, a acreditação é um importante indicador de que os ensaios abrangidos pelo escopo acreditado são realizados dentro de requisitos reconhecidos para competência laboratorial.

A Exacty Análises Químicas é um laboratório acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE), sob o número CRL 1573, para os serviços contemplados em seu escopo de acreditação.

É importante destacar que a acreditação deve ser analisada em conjunto com o escopo acreditado, verificando se o ensaio e a metodologia necessários ao seu processo estão efetivamente contemplados.


Por que realizar o monitoramento de emissões com a Exacty?

A Exacty atua na realização de análises ambientais e no atendimento às necessidades de indústrias que precisam monitorar suas fontes de emissão.

Nosso trabalho envolve uma abordagem técnica que começa antes da coleta e termina com a entrega da documentação necessária para avaliação dos resultados.

Experiência técnica

Nossa equipe possui experiência na realização de campanhas ambientais e na avaliação de diferentes tipos de fontes e parâmetros.

Equipamentos adequados

Utilizamos equipamentos apropriados para a execução das campanhas, incluindo sistemas de coleta isocinética e amostradores destinados à avaliação de gases.

Planejamento conforme a necessidade da indústria

Cada fonte possui características próprias.

Por isso, avaliamos os requisitos aplicáveis ao processo antes de definir a campanha, considerando os parâmetros, métodos e condições necessárias para a execução.

Relatórios técnicos

Após a execução da campanha e dos procedimentos analíticos aplicáveis, os resultados são organizados em documentação técnica que permite sua avaliação e comparação com os requisitos ambientais pertinentes.


Quanto custa um monitoramento de emissões atmosféricas?

O custo de uma campanha de monitoramento varia de acordo com as características de cada indústria.

Entre os fatores que podem influenciar o orçamento estão:

  1. número de chaminés ou fontes;
  2. quantidade de parâmetros;
  3. tipo de processo industrial;
  4. metodologias necessárias;
  5. quantidade de pontos de amostragem;
  6. número de campanhas;
  7. necessidade de análises laboratoriais;
  8. localização da indústria;
  9. condições de acesso à fonte.

Por isso, não existe um preço único para monitoramento de emissões atmosféricas.

A forma mais adequada de obter um orçamento é apresentar a licença ambiental, as condicionantes e as informações disponíveis sobre as fontes para que a equipe técnica possa avaliar o serviço necessário.


Como contratar o monitoramento de emissões atmosféricas?

O processo pode ser simples.

1. Envie sua documentação

Compartilhe sua licença ambiental, condicionantes ou os parâmetros que precisam ser monitorados.

2. Avaliação técnica

Nossa equipe avalia as fontes, os parâmetros e os requisitos aplicáveis ao seu processo.

3. Proposta personalizada

Com base nas informações técnicas, elaboramos uma proposta de acordo com as necessidades da sua indústria.

4. Programação da campanha

Após a contratação, a equipe agenda a realização da amostragem de acordo com as condições necessárias para execução do serviço.

5. Execução e relatório

A campanha é realizada em campo e, após os procedimentos analíticos e tratamento dos dados, são elaborados os documentos técnicos correspondentes.


Sua indústria precisa realizar monitoramento de emissões?

Se sua empresa possui fontes fixas de emissão ou recebeu uma exigência relacionada ao monitoramento ambiental, não deixe a avaliação para os últimos dias do prazo da condicionante.

A definição correta dos parâmetros, métodos e etapas da campanha antes da coleta pode evitar retrabalho e ajudar sua empresa a cumprir suas obrigações ambientais com maior segurança.


A Exacty pode avaliar sua necessidade e orientar sua empresa sobre o monitoramento aplicável às suas fontes.


Envie sua licença ambiental ou a condicionante que exige o monitoramento para nossa equipe técnica.

Vamos avaliar as informações da sua indústria e apresentar uma proposta adequada ao seu processo.

Exacty Análises Químicas

Telefone: (43) 3304-5313

E-mail: atendimento@exacty.com.br

Londrina – Paraná

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