

A análise de efluentes é uma das principais ferramentas utilizadas para avaliar a eficiência dos sistemas de tratamento, verificar o atendimento aos padrões ambientais e acompanhar a qualidade do efluente lançado por uma empresa.
Para indústrias, empresas de saneamento, empreendimentos comerciais e outras atividades que geram águas residuárias, o controle analítico permite identificar alterações no processo de tratamento, acompanhar tendências e fornecer evidências técnicas para o atendimento às exigências do licenciamento ambiental.
A Exacty realiza análises de efluentes industriais e domésticos, com definição do plano analítico de acordo com a origem do efluente, processo gerador, sistema de tratamento, ponto de lançamento, corpo receptor e exigências estabelecidas para o empreendimento.
O que é a análise de efluentes?
Efluente é o líquido resultante de uma atividade humana, industrial, comercial ou sanitária que, após tratamento quando aplicável, pode ser destinado a um corpo receptor, rede coletora, sistema de disposição ou outra forma autorizada de destinação.
A análise de efluentes consiste na coleta de uma amostra representativa e na realização de ensaios laboratoriais capazes de determinar suas características físicas, químicas, microbiológicas e, quando necessário, ecotoxicológicas.
O objetivo não é simplesmente descobrir se a água está “limpa”.
O objetivo é obter dados confiáveis para responder perguntas importantes:
- O sistema de tratamento está funcionando adequadamente?
- O efluente tratado atende aos padrões aplicáveis?
- Existe alguma alteração no processo produtivo ou na ETE?
- Algum contaminante está aumentando ao longo do tempo?
- Os resultados estão de acordo com as condicionantes da licença ambiental?
- O empreendimento está preparado para uma fiscalização?
- É necessário ajustar o tratamento ou investigar a origem de algum parâmetro fora do esperado?
Por isso, uma análise de efluentes deve ser planejada de acordo com a realidade de cada empreendimento.
Análise de efluentes industriais
Os efluentes industriais apresentam características muito diferentes entre si.
Uma indústria de alimentos, por exemplo, pode gerar um efluente com elevada carga orgânica, enquanto uma indústria metalúrgica pode apresentar maior relevância para metais. Processos químicos podem exigir investigação de compostos específicos, enquanto frigoríficos, laticínios, lavanderias, indústrias têxteis, curtumes e outras atividades possuem características próprias.
Por esse motivo, não existe um único pacote de análises que seja adequado para todas as empresas.
O plano analítico deve considerar a atividade desenvolvida, as matérias-primas utilizadas, os produtos fabricados, os produtos químicos empregados, o sistema de tratamento, o destino do efluente e as exigências ambientais aplicáveis.
A legislação federal estabelece condições e padrões gerais para lançamento de efluentes, enquanto o licenciamento ambiental e as normas estaduais ou municipais podem estabelecer exigências adicionais para determinados empreendimentos. A Resolução CONAMA nº 357/2005 trata da classificação dos corpos de água e das condições de qualidade, enquanto a Resolução CONAMA nº 430/2011 complementa e estabelece condições e padrões de lançamento de efluentes.
Análise de efluentes domésticos
Além dos efluentes industriais, a Exacty também realiza análises de efluentes de origem sanitária.
São exemplos:
- Efluentes de estações de tratamento de esgoto;
- Efluentes provenientes de sistemas sanitários;
- Efluentes de fossas e sistemas de tratamento;
- Efluentes de empreendimentos comerciais;
- Efluentes de estabelecimentos que possuem sistemas próprios de tratamento.
Nesses casos, os parâmetros devem ser definidos conforme a característica do sistema, o ponto de lançamento e a exigência ambiental aplicável.
Quais parâmetros são analisados em efluentes?
Os parâmetros analisados dependem do tipo de efluente e da finalidade do monitoramento.
Entre os ensaios mais utilizados estão:
pH
O pH indica a condição de acidez ou alcalinidade do efluente.
É um dos parâmetros básicos de controle porque alterações significativas podem indicar problemas no processo industrial ou no sistema de tratamento, além de interferir na eficiência de determinados processos físico-químicos e biológicos.
DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio
A DBO está relacionada à quantidade de oxigênio necessária para a degradação biológica da matéria orgânica presente na amostra.
É um dos principais indicadores utilizados para avaliar a carga orgânica biodegradável de um efluente e acompanhar o desempenho de sistemas de tratamento biológico.
DQO – Demanda Química de Oxigênio
A DQO representa a quantidade de oxigênio equivalente associada à oxidação química das substâncias presentes na amostra.
A comparação entre DBO e DQO pode fornecer informações importantes sobre a característica da carga orgânica e auxiliar na avaliação do comportamento do efluente e da eficiência do tratamento.
Sólidos
A análise de sólidos pode envolver diferentes frações, como sólidos totais, sólidos suspensos e sólidos dissolvidos, conforme o objetivo do monitoramento.
Esses resultados ajudam a avaliar a presença de material particulado e a eficiência de etapas de tratamento como sedimentação, flotação e filtração.
Óleos e graxas
A presença de óleos e graxas pode estar relacionada ao processo produtivo, manutenção de equipamentos, lavagem de instalações ou outras atividades.
Concentrações elevadas podem prejudicar sistemas de tratamento e causar impactos no corpo receptor.
Temperatura
A temperatura é importante tanto para caracterizar o efluente quanto para avaliar possíveis efeitos sobre o corpo receptor.
A Resolução CONAMA nº 430/2011 estabelece condições relacionadas à temperatura para lançamento de efluentes.
Metais
Dependendo do processo industrial, podem ser necessários ensaios para elementos como:
- Chumbo;
- Cádmio;
- Cromo;
- Mercúrio;
- Níquel;
- Cobre;
- Zinco;
- Ferro;
- Manganês;
- Entre outros.
A seleção deve ser feita de acordo com as matérias-primas, produtos químicos, processo industrial e exigências do empreendimento.
Nitrogênio e fósforo
Nitrogênio e fósforo podem ter grande importância no monitoramento de determinados efluentes, especialmente quando existe possibilidade de contribuição para processos de eutrofização em corpos hídricos.
Cloretos, sulfetos e sulfatos
Esses parâmetros podem ser relevantes para determinados processos industriais e podem auxiliar na identificação das características químicas do efluente.
Fenóis e outros compostos específicos
Processos industriais que utilizam determinados produtos químicos podem exigir análises específicas, como fenóis e outros compostos orgânicos.
Ensaios microbiológicos
Dependendo da origem e da finalidade da análise, podem ser determinados parâmetros microbiológicos, como coliformes e Escherichia coli.
Ecotoxicidade
Em determinadas situações, a avaliação da toxicidade do efluente pode ser necessária.
A legislação ambiental considera que determinados lançamentos não devem causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos, podendo ser exigida avaliação por meio de ensaios ecotoxicológicos padronizados.
Não existe uma lista única de análises para todos os efluentes
Esse é um dos pontos mais importantes para quem precisa contratar uma análise de efluentes.
Um erro comum é procurar simplesmente por um “pacote de análise de efluentes” sem verificar quais parâmetros realmente são necessários.
O conjunto de ensaios deve ser definido considerando:
Processo produtivo → características do efluente → sistema de tratamento → ponto de lançamento → corpo receptor → licença ambiental → exigências do órgão ambiental.
Dessa forma, a empresa evita tanto a realização de ensaios desnecessários quanto a ausência de parâmetros que possam ser exigidos no monitoramento.
Análise de efluentes para licenciamento ambiental
Os resultados laboratoriais podem fazer parte do processo de licenciamento e do automonitoramento ambiental de determinados empreendimentos.
No Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) utiliza a Declaração de Cargas Poluidoras como instrumento de automonitoramento para atividades que realizam determinados lançamentos de efluentes em corpos hídricos. O próprio IAT também estabelece procedimentos relacionados à autorização e à outorga para lançamento de efluentes.
Por isso, antes de realizar uma coleta, é importante verificar a licença ambiental, as condicionantes, a outorga quando aplicável e as demais exigências específicas do empreendimento.
A importância da coleta da amostra
Um resultado laboratorial somente é representativo se a amostra analisada representar adequadamente o efluente que se pretende avaliar.
A coleta deve considerar, entre outros fatores:
- ponto de amostragem;
- tipo de amostra;
- frequência de coleta;
- vazão;
- homogeneidade do efluente;
- recipientes adequados;
- preservação;
- temperatura;
- prazo entre coleta e análise;
- identificação da amostra;
- rastreabilidade.
Alguns parâmetros possuem estabilidade limitada e podem sofrer alterações entre o momento da coleta e o início da análise.
Por isso, a amostragem não deve ser tratada como uma etapa secundária do processo.
Na prática, amostragem e análise laboratorial fazem parte do mesmo sistema de controle de qualidade do resultado.
Amostra simples ou amostra composta?
A estratégia de amostragem também depende do objetivo do monitoramento.
Uma amostra simples representa as condições observadas em determinado momento.
Já uma amostra composta é formada por diferentes alíquotas coletadas ao longo de determinado período, seguindo um plano previamente definido.
A escolha entre amostra simples e composta depende das características do processo, da variabilidade do efluente, da finalidade do monitoramento e das exigências aplicáveis.
Uma coleta inadequadamente planejada pode produzir um resultado que não represente as condições reais do lançamento.
Qual metodologia é utilizada para analisar efluentes?
A qualidade do resultado depende não apenas do equipamento utilizado, mas também da metodologia empregada, controle de qualidade, rastreabilidade e competência técnica do laboratório.
As análises de água e efluentes podem utilizar métodos reconhecidos nacional e internacionalmente, incluindo métodos do Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater e normas técnicas aplicáveis a cada parâmetro.
A Exacty trabalha com metodologias reconhecidas e procedimentos laboratoriais controlados, conforme o escopo aplicável a cada ensaio.
Laboratório para análise de efluentes
Ao contratar um laboratório para análise de efluentes, é importante verificar mais do que o preço do orçamento.
Alguns pontos que merecem atenção são:
- competência técnica do laboratório;
- métodos utilizados;
- escopo de acreditação, quando aplicável;
- controle de qualidade analítico;
- rastreabilidade das amostras;
- procedimentos de coleta e preservação;
- capacidade de atender aos prazos;
- clareza do relatório;
- experiência com o tipo de matriz analisada.
A acreditação segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17025 é uma importante evidência de competência técnica para atividades abrangidas pelo escopo acreditado. Entretanto, a necessidade de acreditação e os critérios de aceitação de relatórios devem ser avaliados conforme a legislação, licença, órgão ambiental e finalidade específica do monitoramento.
Por isso, não basta perguntar se o laboratório é “acreditado”. É importante verificar se o ensaio e, quando aplicável, a amostragem necessária estão contemplados no escopo pertinente.
Análise de efluentes com rastreabilidade
Na Exacty, o processo começa antes da análise laboratorial.
Nossa equipe pode auxiliar na definição dos parâmetros de acordo com a necessidade do empreendimento e orientar quanto às condições de coleta e envio das amostras.
O processo pode envolver:
- Avaliação da atividade e do tipo de efluente;
- Verificação dos parâmetros necessários;
- Definição do plano de amostragem;
- Coleta e identificação das amostras;
- Preservação e transporte;
- Recebimento e conferência no laboratório;
- Execução dos ensaios;
- Controle de qualidade analítico;
- Emissão do relatório;
- Avaliação dos resultados conforme a finalidade do monitoramento.
Essa abordagem reduz o risco de realizar análises inadequadas ou de descobrir somente depois da coleta que determinado parâmetro precisava de uma condição específica de preservação ou amostragem.
O que acontece quando um resultado está fora do padrão?
Um resultado acima do limite aplicável não deve ser interpretado isoladamente.
Primeiro é necessário verificar:
- qual padrão está sendo utilizado;
- qual legislação ou condicionante se aplica;
- se o limite é de lançamento ou de qualidade do corpo receptor;
- se a amostra foi representativa;
- se houve alguma alteração no processo;
- se o sistema de tratamento estava operando normalmente;
- se existe histórico de resultados anteriores;
- se o parâmetro apresenta tendência de aumento.
A comparação histórica é especialmente importante.
Um resultado isolado pode apontar para um evento pontual, enquanto uma sequência de resultados pode revelar uma tendência de deterioração do tratamento.
Por isso, o monitoramento ambiental é mais eficiente quando utilizado como ferramenta de gestão, e não apenas como obrigação documental.
Monitoramento de efluentes como ferramenta de gestão
O acompanhamento periódico dos resultados permite construir um histórico do desempenho do sistema de tratamento.
A empresa pode acompanhar a evolução de parâmetros como DBO, DQO, sólidos, óleos e graxas, nutrientes, metais e outros indicadores relevantes para sua atividade.
Quando os resultados começam a apresentar tendência de alteração, a equipe responsável pode investigar o problema antes que ele resulte em uma não conformidade.
Isso transforma a análise laboratorial em uma ferramenta de prevenção.
Analisar o efluente depois que o problema apareceu é importante. Monitorá-lo continuamente pode ajudar a identificar o problema antes que ele se torne uma ocorrência ambiental.
Por que escolher a Exacty para análise de efluentes?
A Exacty atua com análises ambientais e possui estrutura para atender empresas que precisam de resultados laboratoriais com rastreabilidade e suporte técnico.
Nossa equipe trabalha com diferentes matrizes ambientais e pode auxiliar na definição do conjunto de parâmetros adequado à necessidade de cada empreendimento.
Entre os diferenciais estão:
- análises de efluentes industriais e domésticos;
- orientação técnica para definição dos parâmetros;
- metodologias reconhecidas;
- rastreabilidade das amostras;
- possibilidade de amostragem conforme o escopo aplicável;
- emissão de relatório analítico;
- atendimento a empresas de diferentes segmentos;
- suporte técnico para interpretação dos resultados.
O laboratório está localizado em Londrina, no Paraná, e atende clientes de diferentes regiões do Brasil.
Precisa analisar seu efluente?
Não escolha os parâmetros apenas com base em um pacote pronto.
Envie para a Exacty as informações do seu empreendimento, sua licença ambiental ou os parâmetros solicitados pelo órgão ambiental.
Nossa equipe pode avaliar a necessidade analítica e orientar quais ensaios são adequados para o seu caso.
Solicite uma proposta para análise de efluentes industriais ou domésticos.
A Exacty ajuda sua empresa a transformar resultados laboratoriais em informação técnica para controle ambiental, monitoramento e tomada de decisão.
Exacty Análises Químicas
Londrina – Paraná
(43) 3304-5313
atendimento@exacty.com.br


Um transformador pode continuar funcionando normalmente mesmo quando já existem sinais de degradação do seu sistema de isolamento.
É justamente por isso que a análise de óleo isolante é uma das ferramentas mais importantes da manutenção preditiva de transformadores e outros equipamentos elétricos imersos em óleo.
O óleo não atua apenas como isolante elétrico. Ele também participa da transferência de calor, da extinção de arco em determinadas aplicações e, principalmente, funciona como uma espécie de “registro químico” do que está acontecendo dentro do equipamento.
Com a análise adequada, é possível identificar contaminação por água e partículas, envelhecimento do óleo, processos de oxidação, presença de compostos corrosivos e, por meio da análise de gases dissolvidos, indícios de falhas térmicas e elétricas que podem ainda estar em estágio inicial.
A Exacty realiza análises laboratoriais de óleo isolante para apoiar empresas de energia, indústrias, concessionárias, empresas de engenharia elétrica, manutenção e gestores de ativos na avaliação das condições do fluido e do equipamento.
O que é a análise de óleo isolante?
A análise de óleo isolante consiste na realização de diferentes ensaios físico-químicos e instrumentais em uma amostra retirada do equipamento.
O objetivo não é simplesmente determinar se o óleo está “bom” ou “ruim”.
A interpretação conjunta dos resultados permite avaliar diferentes aspectos do sistema de isolamento e identificar alterações que podem indicar:
- contaminação por água;
- presença de partículas;
- envelhecimento e oxidação do óleo;
- perda das propriedades dielétricas;
- formação de produtos de degradação;
- corrosividade do óleo;
- degradação da isolação sólida;
- ocorrência ou evolução de falhas térmicas;
- descargas elétricas ou arcos internos;
- presença de PCB;
- necessidade de tratamento, regeneração ou substituição do óleo.
A IEC 60422:2024 estabelece orientações para supervisão e manutenção de óleos minerais isolantes em transformadores, equipamentos de manobra e outros equipamentos elétricos, incluindo procedimentos de avaliação, tratamento e recuperação do óleo.
No Brasil, a ABNT NBR 10576 estabelece diretrizes para a supervisão e manutenção da qualidade do óleo mineral isolante em equipamentos elétricos.
Por que analisar o óleo de um transformador?
Uma falha em um transformador pode representar muito mais do que o custo de substituição ou reparo do equipamento.
Dependendo da aplicação, uma falha pode provocar:
- interrupção da produção;
- parada de processos industriais;
- perda de fornecimento de energia;
- danos a outros componentes;
- custos elevados de manutenção emergencial;
- riscos de incêndio;
- indisponibilidade prolongada do equipamento.
A manutenção preditiva procura justamente identificar alterações antes que elas evoluam para uma falha grave.
Por isso, a análise periódica do óleo pode ser utilizada em conjunto com outras técnicas de manutenção, formando um histórico da condição do equipamento.
Mais importante do que olhar apenas um resultado isolado é observar a evolução dos resultados ao longo do tempo.
Uma alteração gradual na acidez, na umidade, na concentração de determinados gases ou em outros parâmetros pode ser tecnicamente mais relevante do que um resultado isolado aparentemente dentro de uma faixa aceitável.
Quais análises podem ser realizadas no óleo isolante?
A escolha dos ensaios depende do tipo de equipamento, histórico de manutenção, finalidade da análise, idade do transformador, condição operacional e objetivo do diagnóstico.
Na Exacty, podem ser realizados diferentes grupos de análises.
Ensaios físico-químicos do óleo isolante
Os ensaios físico-químicos fornecem informações sobre as condições do próprio fluido isolante.
Entre os principais parâmetros analisados estão:
- Cor
- Densidade relativa
- Tensão interfacial
- Teor de água
- Índice de neutralização (acidez)
- Rigidez dielétrica
Cada parâmetro fornece uma informação diferente.
Teor de água
A presença de água é um dos principais fatores que podem comprometer o desempenho do sistema de isolamento.
A umidade pode reduzir a capacidade de isolamento do óleo e também afetar a isolação sólida do transformador.
Além disso, a relação entre água, temperatura e propriedades dielétricas precisa ser considerada na avaliação do equipamento.
Por isso, um resultado de teor de água não deve ser interpretado isoladamente.
Rigidez dielétrica
A rigidez dielétrica indica a capacidade do óleo de suportar uma determinada tensão elétrica antes de ocorrer ruptura.
Valores reduzidos podem estar associados à presença de água, partículas ou outros contaminantes.
É um ensaio extremamente importante para avaliar a capacidade de isolamento do fluido, mas não deve ser utilizado sozinho para determinar o estado geral do óleo.
Índice de neutralização ou acidez
A acidez está relacionada à formação de compostos ácidos durante o processo de envelhecimento e oxidação do óleo.
O aumento da acidez pode indicar degradação do fluido e, dependendo das condições, contribuir para processos que afetam também o sistema de isolamento sólido.
Tensão interfacial
A tensão interfacial é um importante indicador da presença de compostos polares e produtos de degradação no óleo.
Quando analisada em conjunto com outros parâmetros, pode contribuir para identificar o avanço do envelhecimento do fluido.
Cor
A alteração da cor pode acompanhar processos de envelhecimento, oxidação ou contaminação.
Embora seja um parâmetro simples, sua interpretação ganha importância quando comparada com o histórico do equipamento e com os demais resultados laboratoriais.
Densidade
A densidade auxilia na caracterização do fluido e pode ser utilizada como informação complementar na avaliação de sua condição.
Análise cromatográfica de gases dissolvidos
Entre todas as análises realizadas em óleo isolante, a cromatografia de gases dissolvidos merece atenção especial.
Isso porque determinados processos de degradação dentro de um transformador podem produzir gases que permanecem dissolvidos no óleo.
A análise cromatográfica permite determinar, entre outros, gases como:
- Hidrogênio (H₂);
- Oxigênio (O₂);
- Nitrogênio (N₂);
- Metano (CH₄);
- Monóxido de carbono (CO);
- Dióxido de carbono (CO₂);
- Etano (C₂H₆);
- Etileno (C₂H₄);
- Acetileno (C₂H₂).
A composição e a evolução desses gases podem fornecer informações importantes sobre possíveis processos de degradação térmica ou elétrica.
A ABNT NBR 7274 trata da interpretação da análise de gases de transformadores em serviço e estabelece critérios para utilizar concentrações e relações entre gases como ferramenta de diagnóstico. A própria norma ressalta que as indicações são orientativas e devem ser avaliadas com julgamento de engenharia.
Por isso, a cromatografia não deve ser tratada simplesmente como uma lista de gases encontrados.
O diagnóstico depende da combinação entre:
concentração + evolução ao longo do tempo + relações entre gases + características do equipamento + histórico operacional.
O que a cromatografia pode indicar?
Dependendo do padrão encontrado, a análise dos gases dissolvidos pode fornecer indícios de fenômenos como:
Descargas parciais
Podem produzir padrões característicos de determinados gases, especialmente hidrogênio, dependendo das condições da descarga.
Descargas elétricas de maior energia
Podem resultar na formação de acetileno e outros gases associados a processos de maior energia.
Sobreaquecimento
Diferentes faixas de temperatura podem produzir diferentes padrões de formação de gases, especialmente envolvendo metano, etileno e outros hidrocarbonetos.
Degradação da isolação sólida
A presença e evolução de CO e CO₂ também podem fornecer informações relacionadas à degradação de materiais celulósicos utilizados no sistema de isolamento.
É importante destacar que um único gás não deve ser utilizado, isoladamente, para diagnosticar uma falha.
O diagnóstico precisa considerar o conjunto de informações disponíveis.
Furfuraldeído (2-FAL): o que o óleo revela sobre o papel isolante?
Existe um componente do transformador que não pode ser avaliado adequadamente apenas olhando para o óleo: a isolação sólida de papel celulósico.
É aí que entra a análise de compostos furânicos, especialmente o 2-furfuraldeído (2-FAL).
Durante o envelhecimento térmico do papel Kraft utilizado na isolação dos transformadores, ocorre a formação de compostos furânicos que podem migrar para o óleo.
Por isso, a determinação de 2-FAL pode fornecer informações importantes sobre o estado de envelhecimento da isolação sólida.
Esse ensaio é especialmente interessante em avaliações de transformadores de maior importância operacional ou que possuem histórico de funcionamento prolongado.
A interpretação, entretanto, deve considerar o tipo de equipamento, histórico do óleo, condições de operação e demais informações disponíveis.
A ABNT NBR 7274 inclusive referencia a ABNT NBR 15349 para determinação de 2-furfural e derivados.
Análise de PCB em óleo isolante
Outro ensaio que pode ser fundamental é a determinação de bifenilas policloradas (PCB).
Os PCBs foram utilizados historicamente em determinados equipamentos e fluidos isolantes devido às suas propriedades, incluindo resistência térmica.
O problema é que essas substâncias apresentam elevada persistência ambiental e são objeto de controle e eliminação.
No Brasil, a Lei nº 14.250/2021 estabelece regras para a eliminação controlada de materiais, fluidos, transformadores, capacitores e outros equipamentos contaminados por PCBs e seus resíduos.
A legislação considera como resíduo de PCB ou material contaminado aquele que contenha teor igual ou superior a 0,005% em peso, equivalente a 50 mg/kg, observados os critérios legais aplicáveis.
Por isso, a análise de PCB pode ser importante para:
- classificação do óleo;
- avaliação de equipamentos antigos;
- inventário de ativos;
- auditorias ambientais;
- processos de manutenção;
- gerenciamento de equipamentos;
- tomada de decisão sobre destinação e descontaminação.
Um ponto particularmente importante é a possibilidade de contaminação cruzada.
Um óleo que atualmente não seja formulado com PCB pode apresentar contaminação devido ao histórico do equipamento, manutenção anterior ou contato com materiais anteriormente contaminados.
Enxofre corrosivo e DBDS
Nem todo problema do óleo aparece nos ensaios físico-químicos tradicionais.
Alguns óleos podem apresentar compostos de enxofre capazes de contribuir para processos corrosivos em componentes internos do equipamento.
Por isso, análises específicas de:
- enxofre corrosivo;
- enxofre potencialmente corrosivo;
- DBDS — dibenzil dissulfeto;
podem ser importantes em determinadas situações.
O DBDS é particularmente relevante na investigação de fenômenos relacionados à corrosão de cobre em equipamentos elétricos imersos em óleo.
A IEC 60422:2024 contempla entre seus parâmetros de avaliação o enxofre corrosivo, DBDS e passivadores metálicos.
Análise de passivadores: TTA e BTA
Alguns óleos isolantes recebem aditivos conhecidos como passivadores metálicos, utilizados para reduzir determinados efeitos corrosivos sobre metais presentes no equipamento.
A análise do teor de passivadores, como compostos associados ao TTA e BTA, pode ser utilizada para acompanhar a concentração desses aditivos.
Esse tipo de ensaio pode ser especialmente relevante em avaliações específicas de transformadores e na investigação de problemas relacionados à corrosividade do óleo.
Contagem de partículas no óleo isolante
A presença de partículas sólidas no óleo também pode comprometer seu desempenho.
Partículas podem ter origem em:
- desgaste de componentes;
- degradação de materiais;
- processos de manutenção;
- contaminação externa;
- produtos de envelhecimento;
- resíduos presentes no interior do equipamento.
A contagem de partículas permite avaliar a presença e distribuição de partículas sólidas suspensas no fluido.
Esse resultado pode complementar os demais ensaios na investigação da condição do óleo.
Um ensaio isolado não conta toda a história
Esse é um dos pontos mais importantes quando se fala em análise de óleo isolante.
Um transformador não deve ser classificado simplesmente como:
“aprovado” ou “reprovado”.
O diagnóstico depende da combinação de diferentes informações.
Por exemplo:
Teor de água + rigidez dielétrica + acidez + tensão interfacial + gases dissolvidos + 2-FAL + histórico do equipamento
podem fornecer uma visão muito mais completa do que qualquer resultado isolado.
A própria IEC 60422:2024 estrutura a avaliação do óleo em diferentes categorias de ensaios e condições, reforçando a necessidade de interpretação técnica dos resultados.
Com que frequência o óleo isolante deve ser analisado?
Não existe uma única periodicidade que possa ser aplicada indistintamente a todos os transformadores.
A frequência deve considerar fatores como:
- importância do equipamento;
- potência e tensão;
- idade do transformador;
- histórico de manutenção;
- condições de operação;
- carregamento;
- resultados de análises anteriores;
- ocorrência de falhas ou anormalidades;
- recomendações do fabricante;
- procedimentos de manutenção aplicáveis.
Para determinados equipamentos do setor elétrico, a ANEEL estabelece requisitos de manutenção que incluem análise de gases dissolvidos e ensaios físico-químicos do óleo. Em seus requisitos mínimos de manutenção para transformadores de potência e autotransformadores, por exemplo, aparecem periodicidades máximas de 6 meses para gases dissolvidos e 24 meses para ensaio físico-químico, conforme o contexto regulatório aplicável.
Isso não significa que todo transformador de qualquer aplicação deva necessariamente seguir exatamente esses intervalos.
A periodicidade adequada deve ser definida de acordo com o equipamento e o programa de manutenção aplicável.
Como coletar uma amostra de óleo isolante?
A qualidade do resultado começa antes de o óleo chegar ao laboratório.
Uma coleta inadequada pode comprometer a representatividade da amostra e até gerar resultados que não correspondem à condição real do equipamento.
Por isso, devem ser observados aspectos como:
- ponto correto de amostragem;
- limpeza do ponto de coleta;
- recipiente adequado;
- identificação da amostra;
- prevenção de contaminação;
- controle da exposição ao ambiente;
- cuidados específicos para análise de gases dissolvidos;
- acondicionamento e transporte adequados.
Para cromatografia de gases dissolvidos, esses cuidados são ainda mais importantes.
A ABNT NBR 7274 estabelece que a amostragem e análise dos gases dissolvidos devem ser realizadas de acordo com procedimentos apropriados, incluindo referência à ABNT NBR 7070 para amostragem e análise dos gases.
Uma análise laboratorial tecnicamente sofisticada não corrige uma amostra coletada de maneira inadequada.
O que acontece depois que a amostra chega à Exacty?
Na Exacty, o processo começa com o recebimento e identificação da amostra.
A partir daí, são realizados os ensaios contratados de acordo com a finalidade da análise.
O cliente pode solicitar, conforme sua necessidade:
Pacote físico-químico
Para avaliação geral das condições do óleo.
Cromatografia de gases dissolvidos
Para investigação da condição interna do transformador a partir dos gases presentes no óleo.
PCB
Para avaliação da presença de bifenilas policloradas.
2-FAL
Para investigação do envelhecimento da isolação sólida celulósica.
Ensaios especiais
Como enxofre corrosivo, DBDS, passivadores e contagem de partículas.
A combinação dos ensaios pode ser definida conforme o objetivo da avaliação.
Mais do que resultados: diagnóstico técnico
Um dos diferenciais importantes da análise de óleo isolante é transformar números em informação útil para quem precisa tomar uma decisão.
Um relatório pode apresentar dezenas de resultados.
Mas a pergunta do responsável pela manutenção normalmente é outra:
“O que esses resultados significam para o meu transformador?”
É por isso que uma análise bem estruturada deve permitir avaliar:
- condição atual do óleo;
- possíveis sinais de degradação;
- presença de contaminantes;
- tendência de evolução;
- possíveis anormalidades;
- necessidade de investigação complementar;
- necessidade de tratamento do óleo;
- necessidade de nova coleta;
- necessidade de avaliação técnica do equipamento.
Na Exacty, os resultados são acompanhados de Diagnóstico Técnico e Recomendações, transformando os dados laboratoriais em informações para apoiar decisões de manutenção.
Quando a análise indica que o óleo precisa ser tratado?
Nem todo resultado fora do padrão significa que o transformador precisa ter o óleo imediatamente substituído.
Dependendo do diagnóstico, podem existir diferentes alternativas:
Tratamento → regeneração → substituição
A decisão depende da condição do óleo, do equipamento e do histórico de resultados.
A IEC 60422:2024 contempla orientações para processos de recondicionamento, recuperação e tratamento de óleos minerais isolantes.
Por isso, antes de simplesmente trocar o óleo, é importante entender por que ele apresentou determinada alteração.
Análise de óleo isolante para manutenção preditiva
A grande vantagem da análise periódica está na possibilidade de construir um histórico.
Imagine, por exemplo, que determinado transformador apresente:
- aumento progressivo da acidez;
- aumento do teor de água;
- redução da rigidez dielétrica;
- crescimento da concentração de determinados gases.
Quando esses resultados são analisados ao longo do tempo, podem revelar uma tendência que não seria percebida olhando apenas para uma análise isolada.
É a diferença entre simplesmente medir o óleo e efetivamente monitorar a condição do equipamento.
Para quem a Exacty realiza análise de óleo isolante?
A análise pode ser útil para diferentes segmentos que possuem transformadores e outros equipamentos elétricos imersos em óleo, incluindo:
- indústrias;
- empresas de engenharia elétrica;
- concessionárias e empresas do setor elétrico;
- empresas de manutenção;
- subestações;
- usinas;
- instalações comerciais de grande porte;
- gestores de ativos elétricos;
- consultorias de engenharia;
- empresas responsáveis por manutenção preventiva e preditiva.
Também pode ser uma ferramenta importante para empresas de engenharia que precisam de um laboratório parceiro para complementar seus serviços de diagnóstico e manutenção.
Por que escolher a Exacty para análise de óleo isolante?
A análise de óleo isolante exige mais do que simplesmente colocar uma amostra em um equipamento analítico.
É necessário compreender:
amostragem → método → resultado → norma → diagnóstico → decisão.
A Exacty atua desde 2007 e trabalha com análises laboratoriais voltadas a diferentes necessidades empresariais, buscando transformar resultados analíticos em informações confiáveis para tomada de decisão.
Na análise de óleo isolante, disponibilizamos diferentes possibilidades de ensaio, permitindo montar a avaliação de acordo com a necessidade do equipamento.
Entre os serviços disponíveis estão:
- ensaios físico-químicos;
- cromatografia de gases dissolvidos;
- análise de PCB;
- determinação de 2-FAL;
- enxofre corrosivo;
- DBDS;
- passivadores;
- contagem de partículas.
Além disso, a Exacty disponibiliza kit de coleta, recebe amostras de clientes de diferentes regiões e fornece relatório com os resultados e diagnóstico técnico.
Sua empresa precisa analisar óleo isolante?
Se você é responsável por transformadores, subestações ou equipamentos elétricos imersos em óleo, não espere uma falha para descobrir que havia sinais de degradação.
A análise periódica permite acompanhar a condição do óleo e obter informações importantes sobre o sistema de isolamento do equipamento.
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Se sua empresa possui chaminés, dutos ou outras fontes fixas de emissão, o monitoramento de emissões atmosféricas pode fazer parte das exigências do seu licenciamento ambiental e das condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental.
Mais do que simplesmente medir poluentes, o monitoramento de emissões atmosféricas permite avaliar se uma fonte está operando dentro dos limites estabelecidos pela legislação e fornece informações importantes para o controle ambiental e operacional da indústria.
Neste guia, você vai entender o que é monitoramento de emissões atmosféricas, quem pode estar sujeito a essa exigência, quais poluentes podem ser avaliados, como funciona a amostragem em chaminés e quais normas devem ser consideradas no Paraná e no Brasil.
O que é monitoramento de emissões atmosféricas?
O monitoramento de emissões atmosféricas é o conjunto de procedimentos técnicos utilizados para determinar a quantidade e as características dos poluentes emitidos por uma fonte fixa, como uma chaminé ou duto industrial.
Dependendo da atividade e das características da fonte, podem ser avaliados diferentes poluentes, incluindo:
- Material Particulado (MP);
- Dióxido de enxofre (SO₂);
- Óxidos de nitrogênio (NOₓ);
- Monóxido de carbono (CO);
- Compostos Orgânicos Voláteis (COVs);
- Metais e seus compostos;
- Substâncias orgânicas;
- Substâncias inorgânicas.
Os parâmetros avaliados não são necessariamente os mesmos para todas as indústrias. A definição depende das características do processo produtivo, do combustível utilizado, da fonte de emissão, da legislação aplicável e, principalmente, das exigências estabelecidas na licença ambiental ou em suas condicionantes.
Por isso, antes de realizar uma campanha de monitoramento, é fundamental identificar exatamente quais fontes precisam ser monitoradas e quais parâmetros devem ser analisados.
Quando uma indústria precisa realizar o monitoramento?
Não existe uma única regra que determine que toda indústria com chaminé necessariamente precise realizar os mesmos ensaios ou com a mesma frequência.
A necessidade de monitoramento pode estar relacionada a diferentes fatores, como:
- atividade industrial desenvolvida;
- características e capacidade da fonte de emissão;
- tipo de combustível ou matéria-prima utilizada;
- poluentes potencialmente emitidos;
- legislação federal e estadual aplicável;
- licença ambiental;
- condicionantes ambientais;
- exigências do órgão ambiental responsável pelo licenciamento.
Por isso, uma das primeiras etapas para definir um programa de monitoramento é analisar a documentação ambiental da empresa.
Sua licença ambiental determina o que deve ser monitorado?
Em muitos casos, sim.
As condicionantes da licença ambiental podem estabelecer quais fontes devem ser monitoradas, quais parâmetros devem ser analisados, a periodicidade das campanhas e os documentos que precisam ser apresentados ao órgão ambiental.
Por isso, não é recomendável contratar uma campanha de monitoramento apenas com base no tipo de indústria.
A licença ambiental e suas condicionantes devem fazer parte da avaliação técnica.
Quais poluentes podem ser monitorados?
A definição dos parâmetros depende da fonte e do processo industrial.
Material Particulado
O Material Particulado (MP) corresponde às partículas presentes no fluxo gasoso emitido pela fonte.
A determinação da concentração de material particulado é uma das avaliações mais comuns em programas de monitoramento de fontes fixas e pode exigir procedimentos específicos de amostragem e determinação gravimétrica.
Dióxido de enxofre (SO₂)
O dióxido de enxofre pode estar associado principalmente à utilização de combustíveis contendo enxofre e a determinados processos industriais.
A avaliação de SO₂ permite verificar a concentração emitida pela fonte e comparar o resultado com os limites aplicáveis.
Óxidos de nitrogênio (NOₓ)
Os óxidos de nitrogênio são formados principalmente durante processos de combustão.
Sua emissão pode variar de acordo com as características do combustível, temperatura de operação, equipamentos utilizados e condições do processo.
Monóxido de carbono (CO)
O monóxido de carbono está relacionado principalmente à combustão incompleta.
Sua determinação pode fornecer informações importantes sobre as condições de operação de determinados processos industriais.
Compostos Orgânicos Voláteis (COVs)
Dependendo da atividade industrial, também pode ser necessário avaliar compostos orgânicos voláteis.
Esses compostos podem estar associados, por exemplo, a processos que utilizam solventes, combustíveis, tintas, produtos químicos ou outras substâncias orgânicas.
Metais
Alguns processos industriais podem apresentar emissão de metais ou seus compostos.
Nesses casos, a avaliação pode incluir diferentes elementos, conforme as características da fonte e os requisitos ambientais aplicáveis.
Como funciona o monitoramento de emissões em chaminés?
O monitoramento de uma fonte fixa não começa simplesmente com a instalação de um equipamento na chaminé.
Existe uma sequência de procedimentos que precisa ser planejada para que os resultados obtidos sejam representativos da emissão avaliada.
De forma geral, o processo envolve:
- Avaliação da documentação e das exigências ambientais;
- Caracterização da fonte;
- Definição dos parâmetros a serem monitorados;
- Planejamento da amostragem;
- Execução da coleta em campo;
- Análises laboratoriais, quando aplicáveis;
- Tratamento e avaliação dos dados;
- Emissão do relatório técnico.
1. Avaliação da fonte e planejamento
Antes da campanha, a equipe técnica deve avaliar as características da fonte de emissão e os requisitos aplicáveis.
Entre as informações importantes estão:
- identificação da fonte;
- características do processo;
- condições operacionais;
- combustível utilizado;
- dimensões e características da chaminé ou duto;
- pontos de amostragem disponíveis;
- parâmetros exigidos;
- metodologia aplicável;
- condições necessárias para realização da coleta.
Essa etapa é fundamental para evitar problemas durante a execução da campanha.
2. Amostragem em campo
A equipe técnica realiza a coleta diretamente na fonte de emissão utilizando equipamentos apropriados e devidamente calibrados.
Dependendo do parâmetro avaliado, podem ser utilizados sistemas de amostragem isocinética, amostradores de gases e outros equipamentos específicos.
A execução deve seguir os procedimentos técnicos e métodos aplicáveis a cada parâmetro.
3. Amostragem isocinética
Em determinados ensaios, principalmente na determinação de material particulado, pode ser necessária a realização de uma amostragem isocinética.
Nesse procedimento, a velocidade de aspiração do gás através do sistema de coleta é ajustada de maneira compatível com a velocidade do gás no ponto de amostragem.
O objetivo é obter uma coleta representativa das partículas presentes no fluxo gasoso.
Por isso, a amostragem isocinética exige conhecimento técnico, equipamentos adequados e controle das condições de campo.
4. Análise e tratamento dos dados
Após a coleta, as amostras são encaminhadas para os procedimentos analíticos aplicáveis.
Os dados obtidos em campo e no laboratório são então tratados para determinação das concentrações e demais resultados necessários ao relatório.
Dependendo do ensaio, podem ser considerados fatores como:
- vazão;
- temperatura;
- pressão;
- umidade;
- concentração;
- velocidade do gás;
- volume amostrado;
- condições normais de referência.
Quais normas regulamentam as emissões atmosféricas?
O monitoramento de fontes fixas deve considerar a legislação aplicável à fonte e ao processo avaliado.
Entre os principais referenciais federais estão as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), além das normas e requisitos estaduais aplicáveis.
Resolução CONAMA nº 382/2006
A Resolução CONAMA nº 382/2006 estabelece limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas, considerando diferentes categorias e processos industriais.
Ela é uma das principais referências federais para o controle das emissões provenientes de fontes fixas.
Resolução CONAMA nº 436/2011
A Resolução CONAMA nº 436/2011 complementa o conjunto de regras federais relacionadas aos limites de emissão para determinadas fontes fixas instaladas ou com licença de instalação anteriores a 2 de janeiro de 2007.
A aplicação da resolução deve ser avaliada de acordo com as características e o enquadramento da fonte.
Resolução SEDEST nº 02/2025 – Paraná
Para empresas localizadas no Paraná, também é importante considerar a regulamentação estadual aplicável.
A Resolução SEDEST nº 02/2025 estabelece requisitos relacionados ao controle e monitoramento das emissões atmosféricas de fontes fixas no estado e apresenta critérios e procedimentos aplicáveis ao automonitoramento.
Por isso, empresas paranaenses devem avaliar não apenas a legislação federal, mas também os requisitos estaduais e as condicionantes específicas do seu licenciamento.
O que são PEAT e REAT?
Dentro do contexto do controle e automonitoramento de emissões atmosféricas, determinados procedimentos e documentos podem ser exigidos de acordo com a regulamentação aplicável.
Por isso, o responsável ambiental da indústria deve verificar quais obrigações se aplicam especificamente à sua atividade, fonte e licença ambiental.
A análise da documentação antes da contratação do monitoramento ajuda a evitar campanhas incompletas ou parâmetros que não atendam às exigências do órgão ambiental.
Por que escolher corretamente o laboratório de emissões atmosféricas?
O resultado de uma campanha de monitoramento não depende apenas do equipamento utilizado.
A qualidade do resultado está relacionada a toda a cadeia do processo: planejamento, amostragem, equipamentos, calibração, execução em campo, metodologia, análise, cálculos, tratamento dos dados e emissão do relatório.
Um erro em qualquer uma dessas etapas pode comprometer a qualidade ou a representatividade do resultado.
Por isso, ao contratar um laboratório ou empresa para realizar o monitoramento, é importante avaliar:
- experiência da equipe técnica;
- equipamentos utilizados;
- calibração e rastreabilidade;
- metodologias aplicadas;
- escopo de acreditação, quando aplicável;
- experiência com processos industriais semelhantes;
- capacidade de atender às exigências da licença ambiental;
- qualidade da documentação e dos relatórios entregues.
A importância da acreditação ISO/IEC 17025
A ISO/IEC 17025 estabelece requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
Para o contratante, a acreditação é um importante indicador de que os ensaios abrangidos pelo escopo acreditado são realizados dentro de requisitos reconhecidos para competência laboratorial.
A Exacty Análises Químicas é um laboratório acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE), sob o número CRL 1573, para os serviços contemplados em seu escopo de acreditação.
É importante destacar que a acreditação deve ser analisada em conjunto com o escopo acreditado, verificando se o ensaio e a metodologia necessários ao seu processo estão efetivamente contemplados.
Por que realizar o monitoramento de emissões com a Exacty?
A Exacty atua na realização de análises ambientais e no atendimento às necessidades de indústrias que precisam monitorar suas fontes de emissão.
Nosso trabalho envolve uma abordagem técnica que começa antes da coleta e termina com a entrega da documentação necessária para avaliação dos resultados.
Experiência técnica
Nossa equipe possui experiência na realização de campanhas ambientais e na avaliação de diferentes tipos de fontes e parâmetros.
Equipamentos adequados
Utilizamos equipamentos apropriados para a execução das campanhas, incluindo sistemas de coleta isocinética e amostradores destinados à avaliação de gases.
Planejamento conforme a necessidade da indústria
Cada fonte possui características próprias.
Por isso, avaliamos os requisitos aplicáveis ao processo antes de definir a campanha, considerando os parâmetros, métodos e condições necessárias para a execução.
Relatórios técnicos
Após a execução da campanha e dos procedimentos analíticos aplicáveis, os resultados são organizados em documentação técnica que permite sua avaliação e comparação com os requisitos ambientais pertinentes.
Quanto custa um monitoramento de emissões atmosféricas?
O custo de uma campanha de monitoramento varia de acordo com as características de cada indústria.
Entre os fatores que podem influenciar o orçamento estão:
- número de chaminés ou fontes;
- quantidade de parâmetros;
- tipo de processo industrial;
- metodologias necessárias;
- quantidade de pontos de amostragem;
- número de campanhas;
- necessidade de análises laboratoriais;
- localização da indústria;
- condições de acesso à fonte.
Por isso, não existe um preço único para monitoramento de emissões atmosféricas.
A forma mais adequada de obter um orçamento é apresentar a licença ambiental, as condicionantes e as informações disponíveis sobre as fontes para que a equipe técnica possa avaliar o serviço necessário.
Como contratar o monitoramento de emissões atmosféricas?
O processo pode ser simples.
1. Envie sua documentação
Compartilhe sua licença ambiental, condicionantes ou os parâmetros que precisam ser monitorados.
2. Avaliação técnica
Nossa equipe avalia as fontes, os parâmetros e os requisitos aplicáveis ao seu processo.
3. Proposta personalizada
Com base nas informações técnicas, elaboramos uma proposta de acordo com as necessidades da sua indústria.
4. Programação da campanha
Após a contratação, a equipe agenda a realização da amostragem de acordo com as condições necessárias para execução do serviço.
5. Execução e relatório
A campanha é realizada em campo e, após os procedimentos analíticos e tratamento dos dados, são elaborados os documentos técnicos correspondentes.
Sua indústria precisa realizar monitoramento de emissões?
Se sua empresa possui fontes fixas de emissão ou recebeu uma exigência relacionada ao monitoramento ambiental, não deixe a avaliação para os últimos dias do prazo da condicionante.
A definição correta dos parâmetros, métodos e etapas da campanha antes da coleta pode evitar retrabalho e ajudar sua empresa a cumprir suas obrigações ambientais com maior segurança.
A Exacty pode avaliar sua necessidade e orientar sua empresa sobre o monitoramento aplicável às suas fontes.
Envie sua licença ambiental ou a condicionante que exige o monitoramento para nossa equipe técnica.
Vamos avaliar as informações da sua indústria e apresentar uma proposta adequada ao seu processo.
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